Num gesto trocamos as maiores palavras do mundo, num tocar reconfortamos o mundo (o nosso mundo). Tens as tuas imoralidades, a tua rebeldia, a tua atenciosidade e permaneces a pessoa meiga que és. Não te julgo perfeito, porque sabes que na minha lógica a perfeição é um limite, e por isso mesmo, não deve ser atingido. Julgo-te sim o que somos, dois dos seres mais únicos que mutuamente se deixam existir. Sou o teu lado da coerência, serenidade, afinidade, seriedade e confiança. O oposto é único, e as semelhanças são quase inexistentes, o que faz de nós um só ser, completamo-nos de forma lúcida e nítida. Seremos sempre um para o outr o que, na verdade, temos medo de nunca vir a ter. »
Saiu esta semana um livro novo dela (: tenho de comprar ... deve tar brutal ... o texto k tho no meu sobre mim é um excerto de la ... gosto tanto de ti
<3
As tuas mãos ainda guardam a voz do velho vento a cantar nas folhas do jardim? Fecha-a. Que não te escape um silêncio sequer. Nem uma folha seca. O outono já vai longo. Trinquemos-lhe os lábios. Se te beijo, fico. Promessa de outono. Lugar comum. E a noite cai. Aconchego os olhos à luz dos candeeiros. Entre os dedos não é um cigarro que arde. São as memórias. Não me queixo. Respiro. E a lua dá meia-volta no trapézio dos sonhos.
Arestas de agitação profunda como um esquecimento. O que me dói no chão[ e nas palavras] é o latejar de uma fuga que não existe. Nenhuma flor[ou o fulgor do medo]. O silêncio crepita e a solidão do mundo é maior.
aproxima-te(...) chega-te à luz do candeeiro das palavras e le-me vagarosamente como quem enrola a língua noutra língua uma página noutra página percebes agora a canção que me vai nos lábios?
Como fizes-te?